{"id":1042,"date":"2016-05-09T10:33:37","date_gmt":"2016-05-09T13:33:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.networktips.com.br\/?p=1042"},"modified":"2016-05-09T10:33:37","modified_gmt":"2016-05-09T13:33:37","slug":"o-protocolo-bgp4-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.networktips.com.br\/?p=1042","title":{"rendered":"O Protocolo BGP4 &#8211; Parte 1"},"content":{"rendered":"<div style=\"padding-bottom:20px; padding-top:10px;\" class=\"hupso-share-buttons\"><!-- Hupso Share Buttons - https:\/\/www.hupso.com\/share\/ --><a class=\"hupso_toolbar\" href=\"https:\/\/www.hupso.com\/share\/\"><img src=\"http:\/\/static.hupso.com\/share\/buttons\/dot.png\" style=\"border:0px; padding-top: 5px; float:left;\" alt=\"Share Button\"\/><\/a><script type=\"text\/javascript\">var hupso_services_t=new Array(\"Twitter\",\"Facebook\",\"Google Plus\",\"Linkedin\",\"Email\");var hupso_background_t=\"#EAF4FF\";var hupso_border_t=\"#66CCFF\";var hupso_toolbar_size_t=\"medium\";var hupso_image_folder_url = \"\";var hupso_twitter_via=\"jorgeltaioque\";var hupso_url_t=\"\";var hupso_title_t=\"O%20Protocolo%20BGP4%20-%20Parte%201\";<\/script><script type=\"text\/javascript\" src=\"http:\/\/static.hupso.com\/share\/js\/share_toolbar.js\"><\/script><!-- Hupso Share Buttons --><\/div><p class=\"autores\"><strong>Alex Soares de Moura<\/strong> &lt;<span class=\"email\">alex@nc-rj.rnp.br<\/span>&gt;<br \/>\nRede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP)<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a id=\"p0\" name=\"p0\"><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a id=\"p0\" name=\"p0\"><\/a>Este artigo procura apresentar uma introdu\u00e7\u00e3o ao protocolo de roteamento <em>Border Gateway Protocol Version 4<\/em>, BGP-4, que podemos considerar, parafraseando o Dr. Douglas E. Comer, &#8220;a cola que mant\u00e9m a Internet unida e permite a interconex\u00e3o universal&#8221; atualmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a id=\"p0\" name=\"p0\"><\/a>O BGP-4 possibilita o interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00f5es de roteamento entre os diversos sistemas aut\u00f4nomos, ou ASs (<em>Autonomous Systems<\/em>), que em conjunto, formam a Internet. Explicando de uma forma simplificada, ele permite que os dados trafeguem entre os ASs at\u00e9 chegar ao AS de destino, e dentro dele siga at\u00e9 o seu destino final (m\u00e1quina).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a id=\"p0\" name=\"p0\"><\/a>Uma vez que o BGP-4 tamb\u00e9m est\u00e1 presente (em uma vers\u00e3o chamada BGP-4+ [RFC 2283]) no <em>backbone<\/em> Internet do futuro, o<a href=\"http:\/\/www.6bone.net\/\">6bone,<\/a> conhecer seus mecanismos b\u00e1sicos \u00e9 fundamental para qualquer um que esteja ou deseja estar envolvido na administra\u00e7\u00e3o de um AS de qualquer porte ou que precisa saber mais sobre roteamento na Internet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a class=\"arrow\" href=\"https:\/\/memoria.rnp.br\/newsgen\/9903\/bgp4.html#inicio\">^<\/a><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><a name=\"ng-historico\"><\/a>Hist\u00f3rico<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 alguns anos, quando o principal <em>backbone<\/em> da Internet era a ARPANET, as institui\u00e7\u00f5es de pesquisa conectadas \u00e0 rede precisavam gerenciar manualmente as tabelas de rotas para todos os poss\u00edveis destinos, ou seja, todas as outras redes conectadas (ver Figura 1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o crescimento da Internet, verificou-se que era impratic\u00e1vel manter todas as tabelas atualizadas dessa forma, e que mecanismos de atualiza\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica eram necess\u00e1rios. Os pesquisadores da Internet optaram, ent\u00e3o, por usar uma arquitetura que consistia de um reduzido e centralizado grupo de roteadores (<em>core routers<\/em>) que tinham, em suas tabelas, as rotas para todos os poss\u00edveis destinos da Internet; e um outro grupo maior de roteadores que possu\u00edam em suas tabelas apenas informa\u00e7\u00f5es (rotas) parciais, e n\u00e3o para toda a Internet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os <em>core routers<\/em> eram administrados pelo INOC (<em>Internet Network Operations Center<\/em>), e o grupo maior de roteadores externos ficou conhecido pelo termo <em>&#8220;noncore routers<\/em>&#8221; (roteadores fora do n\u00facleo), que conectavam as redes locais das institui\u00e7\u00f5es de pesquisa ao <em>backbone<\/em> da ARPANET.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/memoria.rnp.br\/newsgen\/9903\/arpanet.gif\" alt=\"arpanet.gif (19694 bytes)\" width=\"380\" height=\"325\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Figura 1:<\/em> Backbone da ARPANET<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi desenvolvido, ent\u00e3o, o protocolo GGP (<em>Gateway-To-Gateway Protocol<\/em>), que foi usado nos <em>core routers<\/em> para atualiza\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica das tabelas de rotas entre eles. O GGP era um protocolo baseado no algoritmo de vetor de dist\u00e2ncia (<em>Vector-Distance<\/em>, tamb\u00e9m conhecido como <em>Bellman-Ford<\/em>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa arquitetura tem, tecnicamente, graves pontos fracos principalmente com rela\u00e7\u00e3o a sua capacidade de expans\u00e3o, e a Internet acabou crescendo muito, indo al\u00e9m de um \u00fanico <em>backbone<\/em> gerenciado de forma centralizada. Verificou-se, portanto, n\u00e3o ser poss\u00edvel expandir esse <em>backbone<\/em> arbitrariamente, por haver diversas limita\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como o <em>backbone<\/em> de cada <em>site<\/em> pode ter uma estrutura complexa, o esquema de <em>core routers<\/em> n\u00e3o iria conseguir suportar conectar todas as redes diretamente. Era necess\u00e1rio um novo esquema que permitisse aos <em>noncore<\/em> <em>routers<\/em> passar informa\u00e7\u00f5es aos <em>core routers<\/em> sobre as redes que estavam &#8220;atr\u00e1s&#8221; de si, al\u00e9m de oferecer autonomia de gerenciamento aos <em>sites<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 o momento, estava sendo usado o conceito de interconex\u00e3o que levava em conta apenas a arquitetura do roteamento em uma internet e n\u00e3o contemplava as quest\u00f5es administrativas envolvidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os projetistas notaram que as interconex\u00f5es de um <em>backbone<\/em> com arquitetura complexa n\u00e3o devem ser encaradas como v\u00e1rias redes independentes conectadas a uma internet, mas como uma organiza\u00e7\u00e3o que controla v\u00e1rias redes e que garante que as informa\u00e7\u00f5es sobre as rotas internas s\u00e3o consistentes e que pode escolher um de seus roteadores para fazer a ponte de comunica\u00e7\u00e3o para o &#8220;mundo exterior&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entra em cena o conceito do Sistema Aut\u00f4nomo (<em>Autonomous Systems<\/em> &#8211; AS), no qual as redes e roteadores est\u00e3o sob o controle de uma mesma entidade administrativa. Esse conceito substitui a id\u00e9ia das redes locais conectadas ao <em>backbone<\/em> central. Cada AS tem a liberdade de escolher o esquema e arquitetura que melhor lhe conv\u00e9m para descobrir, propagar, validar e verificar a consist\u00eancia das suas rotas internas e a responsabilidade de anunciar para os outros ASs as rotas para suas redes internas n\u00e3o vis\u00edveis. A Figura 2 ilustra o conceito de Sistema Aut\u00f4nomo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/memoria.rnp.br\/newsgen\/9903\/as1916.gif\" alt=\"as1916.gif (26882 bytes)\" width=\"300\" height=\"181\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Figura 2: Exemplo de Sistema Aut\u00f4nomo<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para anunciar as rotas para suas redes internas entre si, os ASs precisavam concordar em usar um esquema \u00fanico, como um mesmo idioma por toda a Internet; e para permitir um algoritmo de roteamento automatizado distinguir entre um AS e outro, foi designado a cada AS, um n\u00famero (<em>Autonomous System Number<\/em> &#8211; ASN) pela mesma autoridade central encarregada de atribuir todos os endere\u00e7os identificadores das redes conectadas \u00e0 Internet (ver Figura 3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/memoria.rnp.br\/newsgen\/9903\/arqt-as.gif\" alt=\"arqt-as.gif (27207 bytes)\" width=\"380\" height=\"325\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Figura 3: Arquitetura de Backbone Usando o Conceito de ASs<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a class=\"arrow\" href=\"https:\/\/memoria.rnp.br\/newsgen\/9903\/bgp4.html#inicio\">^<\/a><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><a name=\"ng-exterior\"><\/a>Exterior Gateway Protocol &#8211; EGP<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dois roteadores que perten\u00e7am a ASs diferentes e trocam informa\u00e7\u00f5es de roteamento entre si s\u00e3o considerados &#8220;vizinhos externos&#8221; (<em>exterior neighbors<\/em>). Se ambos pertencerem ao mesmo AS s\u00e3o considerados &#8220;vizinhos internos&#8221; (<em>interior neighbors<\/em>). O protocolo de roteamento usado pelos <em>exterior neighbors<\/em> \u00e9 o <em>Exterior Gateway Protocol<\/em> ou simplesmente EGP [RFC 904]. \u00c9 ele que permite o an\u00fancio das rotas para as redes internas do AS para o n\u00facleo (<em>core<\/em>) da Internet (ver Figura 4).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o tempo, o EGP apresentou diversas limita\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e potenciais problemas para ser usado na Internet. Apesar das tentativas para produzir novas vers\u00f5es (EGP2 e EGP3) do protocolo, os projetistas n\u00e3o obtiveram sucesso por haver a necessidade de muitas altera\u00e7\u00f5es fundamentais na estrutura do mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O EGP apresentou defici\u00eancias insustent\u00e1veis, como restri\u00e7\u00f5es em topologia, incapacidade de evitar &#8220;loops&#8221; de roteamento e pouca flexibilidade para a configura\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de roteamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um grande desafio para os projetistas era a solu\u00e7\u00e3o de como transformar uma arquitetura internet para n\u00e3o depender de um sistema centralizado (<em>core routers<\/em>) &#8211; deixando uma topologia organizada hierarquicamente e iniciando outra, com diferente estrutura. Al\u00e9m disso, tinha o desafio de como fazer uma arquitetura internet suportar uma forma de colabora\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima entre certos ASs do que entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/memoria.rnp.br\/newsgen\/9903\/arq-as-egp.gif\" alt=\"arq-as-egp.gif (26208 bytes)\" width=\"380\" height=\"372\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Figura 4: Arquitetura da NFSNET Usando o EGP<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso levou os engenheiros do IETF a desenvolver uma solu\u00e7\u00e3o para esses problemas atrav\u00e9s de um novo, mais moderno e mais robusto protocolo de roteamento externo, como ser\u00e1 visto a seguir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a class=\"arrow\" href=\"https:\/\/memoria.rnp.br\/newsgen\/9903\/bgp4.html#inicio\">^<\/a><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><a name=\"ng-border\"><\/a>Border Gateway Protocol Version 4 &#8211; BGP-4<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O BGP \u00e9 um protocolo de roteamento para ser usado entre m\u00faltiplos sistemas aut\u00f4nomos em internets baseadas no protocolo TCP\/IP. O BGP-4 [RFCs 1771, 1772] tornou-se o sucessor natural do EGP, efetivamente atacando suas defici\u00eancias mais s\u00e9rias, ou seja, evitando &#8220;loops&#8221; de roteamento e permitindo o uso de pol\u00edticas de roteamento entre ASs baseado em regras arbitr\u00e1rias por eles definidas. Al\u00e9m disso, o BGP-4 foi a primeira vers\u00e3o do BGP a suportar endere\u00e7os agregados (<em>Classless Interdomain Routing<\/em>, ou simplesmente CIDR) e o conceito de <em>supernets<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O protocolo BGP-4 assume que o roteamento interno do AS \u00e9 feito atrav\u00e9s de um sistema IGP (<em>Interior Gateway Protocol<\/em>) de roteamento interno. Este pode ser um protocolo de roteamento como o RIP, OSPF, IGRP, EIGRP; ou at\u00e9 mesmo atrav\u00e9s de rotas est\u00e1ticas. O BGP constr\u00f3i um gr\u00e1fico dos ASs, usando as informa\u00e7\u00f5es trocadas pelos &#8220;vizinhos BGP&#8221; (<em>BGP neighbors<\/em>), que s\u00e3o compostas dos n\u00fameros identificadores dos ASs, os ASN. A conex\u00e3o entre ASs forma um &#8220;caminho&#8221; (<em>path<\/em>), e a cole\u00e7\u00e3o desses caminhos acaba formando uma rota composta pelos n\u00fameros dos ASs que devem ser percorridos at\u00e9 se chegar a um determinado AS destino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O BGP faz uso do TCP (porta 179) para o transporte das informa\u00e7\u00f5es de roteamento de modo que ele pr\u00f3prio n\u00e3o precisa preocupar-se a respeito a correta da transmiss\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra caracter\u00edstica do BGP-4 \u00e9 atualiza\u00e7\u00e3o das tabelas de rotas feitas de forma incremental, como nos algoritmos de estado de enlace. A atualiza\u00e7\u00e3o completa da tabela de rotas \u00e9 feita somente uma vez, quando se estabelece a sess\u00e3o entre os <em>neighbors<\/em> ou<em>peers<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o estabelecimento de uma sess\u00e3o BGP entre <em>neighbors<\/em> ou <em>peers<\/em>, basicamente, os seguintes passos s\u00e3o executados:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>\u00c9 estabelecida a conex\u00e3o TCP entre os dois roteadores que trocam mensagens de abertura da sess\u00e3o e negociam os par\u00e2metros de opera\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>O primeiro fluxo de dados transmitido \u00e9 a tabela de rotas BGP completa. Posteriores atualiza\u00e7\u00f5es nesta tabela s\u00e3o feitas, incrementalmente, \u00e0 medida que as mudan\u00e7as ocorrerem;<\/li>\n<li>Como n\u00e3o h\u00e1 a atualiza\u00e7\u00e3o completa da tabela ap\u00f3s a primeira, o roteador mant\u00e9m a informa\u00e7\u00e3o da vers\u00e3o da tabela que todos os seus <em>peers<\/em> possuem, enquanto durar a sess\u00e3o entre eles. Se esta for interrompida por qualquer motivo, o processo \u00e9 iniciado novamente a partir do primeiro passo;<\/li>\n<li>Mensagens de <em>keepalive<\/em> s\u00e3o enviadas periodicamente para manter a sess\u00e3o aberta;<\/li>\n<li>Mensagens de aviso s\u00e3o enviadas quando ocorrem erros ou outras situa\u00e7\u00f5es especiais;<\/li>\n<li>Caso uma conex\u00e3o verifique um erro, uma mensagem \u00e9 enviada e a conex\u00e3o fechada, encerrando a sess\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">A figura abaixo representa a atual arquitetura da Internet, onde ASs comunicam-se via BGP-4.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/memoria.rnp.br\/newsgen\/9903\/internetbgp4.gif\" alt=\"internetbgp4.gif (12665 bytes)\" width=\"380\" height=\"224\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Figura 5: ASs Comunicando-se Via BGP-4<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a class=\"arrow\" href=\"https:\/\/memoria.rnp.br\/newsgen\/9903\/bgp4.html#inicio\">^<\/a><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><a name=\"ng-o\"><\/a>O uso do BGP-4<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O BGP \u00e9 usado nas situa\u00e7\u00f5es em que uma rede precisa conectar-se a mais de um provedor simultaneamente (<em>multi-home<\/em>), ou quando se deseja ter um pouco mais de controle sobre quais caminhos seus dados seguir\u00e3o pela Internet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Basicamente, o BGP serve para informar \u00e0s redes externas a um AS quais s\u00e3o as rotas para redes ating\u00edveis dentro de sua rede. Falando de outra forma, o prop\u00f3sito do BGP-4 \u00e9 anunciar rotas para outras redes externas, ou sistemas aut\u00f4nomos. Esses an\u00fancios s\u00e3o como &#8220;promessas&#8221; de que os dados ser\u00e3o transportados para o espa\u00e7o IP representado pela rota sendo anunciada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se, por exemplo, um AS anunciar uma rota para 192.168.4.0\/24 (na sintaxe anterior ao CIDR, este endere\u00e7o \u00e9 a classe &#8220;C&#8221; que come\u00e7a em 192.168.4.0 e termina em 192.168.4.255) e algu\u00e9m enviar dados destinados a qualquer endere\u00e7o dentro dessa faixa, esse AS est\u00e1 &#8220;garantindo&#8221; que sabe enviar os dados at\u00e9 o destino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a class=\"arrow\" href=\"https:\/\/memoria.rnp.br\/newsgen\/9903\/bgp4.html#inicio\">^<\/a><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><a name=\"ng-neighbors,\"><\/a>Neighbors, Peers, eBGP e iBGP<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sistemas (roteadores) que s\u00e3o &#8220;vizinhos BGP&#8221; (<em>BGP neighbors<\/em>) comunicam-se atrav\u00e9s de &#8220;sess\u00f5es&#8221; estabelecidas entre eles. Os roteadores de &#8220;borda&#8221; (<em>border routers<\/em>) de ASs vizinhos s\u00e3o considerados <em>peers<\/em>. Esses peers s\u00e3o as &#8220;fronteiras pol\u00edticas&#8221; dos ASs, que trocam tr\u00e1fego de acordo com as regras definidas pelos ASs participantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o chamados <em>neighbors<\/em> os sistemas BGP (roteadores) que possuem sess\u00f5es BGP estabelecidas entre eles. Ent\u00e3o, os roteadores de borda s\u00e3o <em>neighbors<\/em>? Sim. Por\u00e9m, quando uma import\u00e2ncia pol\u00edtica \u00e9 a eles atribu\u00edda, a forma correta de chama-los \u00e9 de <em>peers<\/em>, enquanto que os <em>neighbors<\/em> s\u00e3o quaisquer vizinhos BGP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem outras situa\u00e7\u00f5es em que os vizinhos BGP n\u00e3o s\u00e3o, obrigatoriamente, os roteadores entre ASs e sim roteadores do mesmo AS. Neste caso as sess\u00f5es estabelecidas entre eles acontece internamente ao AS. O que permite isso \u00e9 o iBGP ou<em>internal BGP<\/em>, que permite a troca de rotas no mesmo AS. De forma an\u00e1loga, a troca de rotas entre ASs \u00e9 feita pelo eBGP (<em>exterior BGP<\/em>). Um importante conceito do iBGP \u00e9 que os <em>neighbors<\/em> n\u00e3o t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o de estar diretamente conectados (ver Figura 6) atrav\u00e9s de uma linha serial ou via interface Ethernet, por exemplo. Os <em>peers<\/em> por outro lado <u>n\u00e3o<\/u> podem estar conectados de outra forma que n\u00e3o seja a direta, seja <em>link<\/em> serial ou interface Ethernet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/memoria.rnp.br\/newsgen\/9903\/ibgpebgp.gif\" alt=\"ibgpebgp.gif (17366 bytes)\" width=\"380\" height=\"237\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Figura 6: Exemplo de Peers, Neighbors, eBGP e iBGP<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O algoritmo do eBGP trabalha, basicamente, anunciando todas rotas que conhece, enquanto o do iBGP faz o poss\u00edvel para n\u00e3o anunciar rotas. Assim, para fazer o iBGP funcionar adequadamente dentro de um AS \u00e9 necess\u00e1rio estabelecer sess\u00f5es BGP entre todos os roteadores que &#8220;falam&#8221; iBGP (ver Figura 7), formando uma &#8220;malha completa&#8221; (<em>full mesh<\/em>) de sess\u00f5es iBGP dentro do AS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/memoria.rnp.br\/newsgen\/9903\/fullmesh.gif\" alt=\"fullmesh.gif (21318 bytes)\" width=\"380\" height=\"219\" \/><br \/>\n<img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/memoria.rnp.br\/newsgen\/9903\/legenda.gif\" alt=\"legenda.gif (1227 bytes)\" width=\"150\" height=\"56\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Figura 7: Exemplo de Configura\u00e7\u00e3o &#8220;Malha Completa&#8221; de iBGP<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas caracter\u00edsticas ser\u00e3o abordadas de foma mais completa posteriomente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a class=\"arrow\" href=\"https:\/\/memoria.rnp.br\/newsgen\/9903\/bgp4.html#inicio\">^<\/a><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><a name=\"ng-atributos\"><\/a>Atributos do BGP<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atributos do BGP s\u00e3o um conjunto de par\u00e2metros usados para controlar informa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas relativas a rotas, como informa\u00e7\u00e3o sobre o caminho (<em>path<\/em>), grau de prefer\u00eancia da rota, o valor do <em>next-hop<\/em> da rota e informa\u00e7\u00f5es sobre agrega\u00e7\u00e3o. Estes par\u00e2metros s\u00e3o usados pelo algoritmo do BGP como elementos para decis\u00e3o da escolha das rotas e para decis\u00e3o sobre filtragem de rotas. Alguns dos atributos do BGP s\u00e3o:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><em>AS_path<\/em><\/li>\n<li><em>Next hop<\/em><\/li>\n<li><em>Local preference<\/em><\/li>\n<li><em>Multi-Exit Discriminator (MED)<\/em><\/li>\n<li><em>Origin<\/em><\/li>\n<li><em>Atomic Aggregator<\/em><\/li>\n<li><em>Agregator<\/em><\/li>\n<li><em>Community<\/em><\/li>\n<li><em>Weight<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os atributos e outras caracter\u00edsticas do BGP4 ser\u00e3o explicados em detalhes na pr\u00f3xima parte deste artigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a class=\"arrow\" href=\"https:\/\/memoria.rnp.br\/newsgen\/9903\/bgp4.html#inicio\">^<\/a><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><a name=\"ng-conclusao\"><\/a>Conclus\u00e3o<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta primeira parte do artigo, foi mostrado como era a arquitetura inicial da Internet e sua evolu\u00e7\u00e3o. Com o crescimento da rede, tornou-se necess\u00e1ria a cria\u00e7\u00e3o de sistemas automatizados de configura\u00e7\u00e3o de rotas. Para tal, inicialmente, foi desenvolvido o EGP e, posteriormente, veio o BGP. Foram abordados, ainda que superficialmente, alguns conceitos e caracter\u00edsticas do BGP-4. Na continua\u00e7\u00e3o deste artigo, ser\u00e1 feita uma abordagem mais profunda do protocolo, com exemplos de configura\u00e7\u00e3o baseados na implementa\u00e7\u00e3o da Cisco Systems em seus roteadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a class=\"arrow\" href=\"https:\/\/memoria.rnp.br\/newsgen\/9903\/bgp4.html#inicio\">^<\/a><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><a name=\"ng-referencias\"><\/a>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a id=\"p8\" name=\"p8\"><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a id=\"p8\" name=\"p8\"><\/a><em>Internetworking with TCP\/IP &#8211; Principles, Protocols and Architecture<\/em><br \/>\nDouglas E. Comer, 3<sup>rd<\/sup> Edition, 1995, Prentice Hall<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a id=\"p8\" name=\"p8\"><\/a><em>Routing In The Internet<\/em><br \/>\nChristian Huitema, 1995, Prentice Hall<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a id=\"p8\" name=\"p8\"><\/a><em>Internet Routing Architectures<\/em><br \/>\nBassam Halabi, 1997, Cisco Press<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a id=\"p8\" name=\"p8\"><\/a>RFC 1771<br \/>\n<em>A Border Gateway Protocol 4 (BGP-4)<\/em><br \/>\n<a href=\"ftp:\/\/ftp.isi.edu\/in-notes\/rfc1771.txt\">ftp:\/\/ftp.isi.edu\/in-notes\/rfc1771.txt<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RFC 1772<br \/>\n<em>Application of the Border Gateway Protocol in the Internet<\/em><br \/>\n<a href=\"ftp:\/\/ftp.isi.edu\/in-notes\/rfc1772.txt\">ftp:\/\/ftp.isi.edu\/in-notes\/rfc1772.txt<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RFC 1773<br \/>\n<em>Experience with the BGP-4 protocol<\/em><br \/>\n<a href=\"ftp:\/\/ftp.isi.edu\/in-notes\/rfc1773.txt\">ftp:\/\/ftp.isi.edu\/in-notes\/rfc1773.txt<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RFC 1930<br \/>\n<em>Guidelines for creation, selection, and registration of an Autonomous System<\/em><br \/>\n<a href=\"ftp:\/\/ftp.isi.edu\/in-notes\/rfc1930.txt\">ftp:\/\/ftp.isi.edu\/in-notes\/rfc1930.txt<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RFC 1965<br \/>\n<em>Autonomous System Confederations for BGP<\/em><br \/>\n<a href=\"ftp:\/\/ftp.isi.edu\/in-notes\/rfc1965.txt\">ftp:\/\/ftp.isi.edu\/in-notes\/rfc1965.txt<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>BGP Route Reflection &#8211; An alternative to full mesh IBGP<\/em><br \/>\n<a href=\"ftp:\/\/ftp.isi.edu\/in-notes\/rfc1966.txt\">ftp:\/\/ftp.isi.edu\/in-notes\/rfc1966.txt<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RFC 1997<br \/>\n<em>BGP Communities Attribute<\/em><br \/>\n<a href=\"ftp:\/\/ftp.isi.edu\/in-notes\/rfc1997.txt\">ftp:\/\/ftp.isi.edu\/in-notes\/rfc1997.txt<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RFC 2270<br \/>\n<em>Using a Dedicated AS for Sites Homed to a Single Provider<\/em><br \/>\n<a href=\"ftp:\/\/ftp.isi.edu\/in-notes\/rfc2270.txt\">ftp:\/\/ftp.isi.edu\/in-notes\/rfc2270.txt<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a class=\"arrow\" href=\"https:\/\/memoria.rnp.br\/newsgen\/9903\/bgp4.html#inicio\">^<\/a><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><a name=\"ng-sites\"><\/a>Sites relacionados<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a id=\"p9\" name=\"p9\"><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a id=\"p9\" name=\"p9\"><\/a><em>BGP-4 Protocol Overview<\/em><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.freesoft.org\/CIE\/Topics\/88.htm\">http:\/\/www.FreeSoft.org\/CIE\/Topics\/88.htm<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Using the Border Gateway Protocol for Interdomain Routing<\/em><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.cisco.com\/univercd\/cc\/td\/doc\/cisintwk\/ics\/icsbgp4.htm\">http:\/\/www.cisco.com\/univercd\/cc\/td\/doc\/cisintwk\/ics\/icsbgp4.htm<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div style=\"padding-bottom:20px; padding-top:10px;\" class=\"hupso-share-buttons\"><!-- Hupso Share Buttons - https:\/\/www.hupso.com\/share\/ --><a class=\"hupso_toolbar\" href=\"https:\/\/www.hupso.com\/share\/\"><img src=\"http:\/\/static.hupso.com\/share\/buttons\/dot.png\" style=\"border:0px; padding-top: 5px; float:left;\" alt=\"Share Button\"\/><\/a><script type=\"text\/javascript\">var hupso_services_t=new Array(\"Twitter\",\"Facebook\",\"Google Plus\",\"Linkedin\",\"Email\");var hupso_background_t=\"#EAF4FF\";var hupso_border_t=\"#66CCFF\";var hupso_toolbar_size_t=\"medium\";var hupso_image_folder_url = \"\";var hupso_twitter_via=\"jorgeltaioque\";var hupso_url_t=\"\";var hupso_title_t=\"O%20Protocolo%20BGP4%20-%20Parte%201\";<\/script><script type=\"text\/javascript\" src=\"http:\/\/static.hupso.com\/share\/js\/share_toolbar.js\"><\/script><!-- Hupso Share Buttons --><\/div><p>Alex Soares de Moura &lt;alex@nc-rj.rnp.br&gt; Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) Introdu\u00e7\u00e3o Este artigo procura apresentar uma introdu\u00e7\u00e3o ao protocolo de roteamento Border Gateway Protocol Version 4, BGP-4, que podemos considerar, parafraseando o Dr. Douglas E. Comer, &#8220;a cola &hellip; <a href=\"http:\/\/www.networktips.com.br\/?p=1042\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[10],"tags":[42],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.networktips.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1042"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.networktips.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.networktips.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.networktips.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.networktips.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1042"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/www.networktips.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1042\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1045,"href":"http:\/\/www.networktips.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1042\/revisions\/1045"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.networktips.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1042"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.networktips.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1042"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.networktips.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1042"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}